VALORIZAÇÃO DE LETA COMO MATÉRIA-PRIMA PARA A FABRICAÇÃO DE ARGILA EXPANDIDA

Autores

  • Maximiliano Bauer Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Escola Politécnica – UNISINOS
  • Elenize Ferreira Maciel Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
  • Regina Célia Espinosa Modolo Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Escola Politécnica – UNISINOS
  • Feliciane Andrade Brehm Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Escola Politécnica – UNISINOS

Palavras-chave:

Argila expandida; Lodo de estação de tratamento de água; Lama de carbonato de cálcio.

Resumo

Com o aumento do consumo de recursos não renováveis, formas de reutilização e reciclagem têm sido estudadas em busca de alternativas para a gestão de resíduos sólidos industriais com potencial de uso como matéria-prima na produção de novos materiais. Neste contexto este estudo tem como objetivo desenvolver um método, que permita a fabricação de argila expandida a partir da substituição de matéria-prima convencional (argila) por Lodo de Estação de Tratamento de Água (LETA) e resíduo sólido da indústria de celulose (Lama de Carbonato de Cálcio - LCC). A metodologia envolveu as etapas de caracterização dos resíduos e da argila; definição formulações contendo diferentes percentuais de substituição (em massa) de argila por LETA com e sem cobertura de LCC e definição das condições de trabalho para a produção da argila expandida. Foram analisadas 3 condições de trabalho para o desenvolvimento da expansão do material, com rampa de aquecimento e patamares pré-definidos, assim como a temperatura máxima de operação. Os resultados obtidos mostraram que é possível substituir a argila em até 20% por LETA usando as mesmas condições de operação (rampa: 20ºC/min; temperatura máxima: 1200ºC em um ciclo total de 6 horas) para produzir um agregado leve com diâmetro, massa e forma semelhantes ao do agregado leve de referência.

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Publicado

07-08-2021