Gestão de cidades versus gestão de resíduos sólidos: a Cidade Inteligente será a Cidade Lixo Zero?

Autores

  • Izabel Cristina Bruno Bacellar Zanetti CDS/Universidade de Brasília - UnB
  • Luciana Freitas Enéias Oliveira CDS/Universidade de Brasília - UnB
  • Thiago Henrique Fiorott CDS/Universidade de Brasília - UnB

Palavras-chave:

Cidades inteligentes; resíduos; lixo zero

Resumo

Este artigo se propõe a traçar um paralelo entre os projetos para estabelecimento de cidades inteligentes, a luz dos modelos propostos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, e o conceito de cidades lixo zero, a partir da abordagem global, que é característica desse movimento. No Brasil, cidades inteligentes e cidades sustentáveis foram conceitos comumente utilizados para denominar a mesma coisa: um alvo de tecnologia a ser atingido para se alcançar a melhoria das condições de vida das comunidades. Hoje se sabe que a sustentabilidade ainda é um objetivo distante para a maioria das cidades, inclusive as que se lançaram no desafio dos projetos de transição dos modelos de gestão tradicional para as chamadas “smart cities”. Muitas dessas cidades carregam ainda o peso de grandes aterros sanitários ou mesmo lixões, que se perpetuam como prova da real ausência de políticas de educação ambiental e de gestão efetiva de seus resíduos. O movimento lixo zero prevê uma escolha radical, em escala global e colaborativa, a partir de ações das cidades, para zerar o descarte de resíduos. A união desses dois conceitos pode viabilizar uma nova forma de gerir resíduos em grandes, médias e pequenas cidades.

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Publicado

12-07-2023