INFLUÊNCIA DA INCORPORAÇÃO DE PRÓ-DEGRADANTES EM FILMES DE PEAD/PEBD PROCESSADOS POR EXTRUSÃO-SOPRO

Autores

  • João Augusto Osório Brandão Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre
  • Ruth Marlene Campomanes Santana Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre
  • Edson Luiz Francisquetti Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Farroupilha

Palavras-chave:

filmes poliolefínicos, d2wTM, benzoína.

Resumo

O polietileno (PE) é um dos polímeros mais utilizados no mundo, principalmente na produção de embalagens descartáveis, como as sacolas. O baixo custo e a facilidade de processamento dos diferentes tipos de polietileno favorecem a sua escolha. Em contrapartida, por ser um polímero poliolefínico, apresenta baixa degradabilidade, resultando no seu acúmulo, junto a outros materiais plásticos, no meio ambiente, razão de preocupação de governos e ambientalistas. Como forma de reduzir a problemática, tem-se adicionado aditivos pró-degradantes ao polietileno, durante o seu processamento para facilitar a sua degradação abiótica. Sabe-se que o polímero e o aditivo são expostos a altas temperaturas e cisalhamento mecânico na presença do ar durante o processo de extrusão, o que poderia iniciar a sua degradação termomecânica oxidativa. Neste sentido, o objetivo do presente trabalho é avaliar algumas das propriedades que podem ser alteradas quando uma mistura de polietilenos é extrusada com a incorporação de aditivos pró-degradantes. Os materiais utilizados foram: polietileno de alta densidade (PEAD), polietileno de baixa densidade (PEBD), e como pró-degradantes o aditivo comercial d2wTM e a benzoína. As propriedades avaliadas neste trabalho foram: superfície (ângulo de contato), óticas (coloração e transparência) e térmica (DSC). Resultados deste estudo indicam que a benzoína acelera o processo de degradação abiótica do PE e que este composto químico pode ser um possível agente pró-degradante de natureza orgânica a ser usado no futuro para sacolas.

Downloads

Publicado

07-08-2021